O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso, que a revolução digital mudou a lógica da produção e que o avanço tecnológico reduz a necessidade de trabalhadores. Na ocasião, o presidente questionou: “Quem é que vai ser responsável para garantir a sobrevivência dos milhões de inúteis que vão ser criados no mundo?”
As declarações foram feitas em um contexto de discussão sobre a quarta revolução industrial, com a chegada de robôs humanoides e a substituição de empregos. Segundo uma análise que circula nas redes sociais, esta seria a primeira vez que o presidente fala abertamente sobre redução populacional e a chamada “sociedade dos inúteis”.
O discurso e o contexto da quarta revolução industrial
No discurso, Lula disse que “essa revolução digital mudou a lógica inclusive da produção” e acrescentou: “quanto mais tecnologia, menos gente você precisa”. Para o presidente, a tecnologia é importante para o desenvolvimento, mas reduz os postos de trabalho, o que levará à criação de milhões de “inúteis” – termo usado por ele para designar as pessoas que ficarão desempregadas.
Em outro trecho, o presidente afirmou: “Haverão cada vez menos postos de trabalho que robôs não podem fazer melhor. Então, o que vamos fazer com desemprego em massa? Enfrentaremos um tremendo desafio social e acho que eventualmente teremos que introduzir algo como uma renda básica universal. Estou convencido de que não teremos escolha.”
“Quem é que vai ser responsável para garantir a sobrevivência dos milhões de inúteis que vão ser criados no mundo?”
Para essa análise, a fala de Lula indica que os líderes mundiais já sabem do impacto da automação e estão se preparando para uma sociedade em que apenas uma elite desfrutará dos recursos, enquanto a maioria sobreviverá com o mínimo, possivelmente por meio de programas como o Bolsa Família ou uma renda básica universal.
A análise cita dados recentes para reforçar a tese: demissão em massa de mais de 1.000 funcionários do Itaú, segundo o Sindicato dos Bancários, sob a justificativa de falta de produtividade no home office; fábricas “dark” na China, onde não há luz porque 100% dos trabalhadores são robôs; e a chegada de robôs humanoides para uso doméstico a partir de 2026, como a robô governanta “Nel”, da empresa 1X, que pode ser reservada por US$ .000, com entrega prevista para o mesmo ano. Também menciona o robô “New” e a China, onde crianças já brincam com robôs, criando familiaridade com a nova tecnologia.
Previsões e símbolos citados

O material também aponta para uma suposta agenda global de redução populacional, citando as Pedras Guias da Geórgia, destruídas em 2022, cujo primeiro mandamento seria reduzir a população para 500 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 95% da população atual seria descartada. Também menciona a COP 30 e o debate sobre mudanças climáticas, CO2 e futuro da humanidade como parte desse plano.
Como base para essas afirmações, o texto recupera uma previsão do Fórum Econômico Mundial, publicada em 18 de novembro de 2016, com oito projeções para 2030. A primeira delas diz: “Você não terá nada, mas será feliz”. Seis dias antes, a política dinamarquesa Ida Margaret havia publicado, na Forbes, um artigo intitulado “Bem-vindo a 2030: Eu não possuo nada, não tenho privacidade e a vida nunca esteve melhor”.
“Você não terá nada, mas será feliz” — Fórum Econômico Mundial, 2016
A análise ainda afirma que o ministro da Fazenda terá que lidar com a questão, em referência a “Gânia” (termo sem contexto claro no material).
A análise conclui que a população está “cega” e que o Brasil é um dos países mais perdidos, pois “vê um presidente semianalfabeto falando a respeito da sociedade dos inúteis e uma população não entendendo o que ele está falando”. Ela recomenda assistir a um documentário chamado “Contaminados” e promove um “canal secreto” com informações que classifica como censuradas, incluindo temas como “pizza gate”, “Frazel Drip”, “pedor”, maçonaria e “school and bonds”. Também oferece um treinamento sobre inteligência artificial, com 10 vagas.
O que se sabe até agora
- Lula afirmou que a revolução digital reduz a necessidade de trabalhadores e que “milhões de inúteis” serão criados no mundo.
- O presidente defendeu a criação de uma renda básica universal para sustentar pessoas que ficarão desempregadas.
- A análise cita a demissão de mais de 1.000 funcionários do Itaú, com base no Sindicato dos Bancários.
- São mencionadas as Pedras Guias da Geórgia (destruídas em 2022) e a previsão do Fórum Econômico Mundial para 2030: “Você não terá nada, mas será feliz”.
- O texto promove um documentário, um canal secreto e um treinamento sobre inteligência artificial como formas de se preparar para as mudanças.
Fonte: vídeo original