O artigo “O Poder do SOM (da Palavra, do “VERBO”)”, de Brad Hunter, publicado como “El Poder de la Palabra” em 2009, e traduzido e adaptado por ligiacabus@uol.com.br, tem como fonte o site https://www.creandotuvida.com. A teoria apresentada diz que, quando se focaliza a mente em algo e se soma sentimento e emoção até expressá-lo, exterioriza-se e materializa-se um poder capaz de afetar os reinos da matéria.
Segundo o texto, há milhares de anos mestres espirituais da antiguidade sabiam que o corpo humano, incluindo o DNA, pode ser programado, controlado, configurado e reconfigurado pela linguagem, pelas palavras, pelo sentimento e pelo pensamento. O texto observa que “os mudos também têm direito a essa faculdade” e menciona a construção da “MERKABAH de Luz”. Os antigos essênios e outros iniciados de várias culturas conheciam o enorme poder contido na oração, no verbo e na palavra. Alfabetos de línguas como sânscrito, grego, aramaico, hebraico e o árabe pré-Islã são descritos como fontes de poder em si mesmos.
No antigo oriente, mantras, rezas e cânticos com intenção predeterminada eram usados como técnicas para materializar estados subjetivos e programar realidades desejadas. O artigo ressalta que a linguagem, o falar, é a manifestação final do pensamento, da emoção, da sensação e da vontade, projetando-se para criar ou modificar a realidade. Se cada pessoa fosse consciente de que a energia liberada em cada palavra afeta não somente o interlocutor, mas também a si mesma e ao mundo, passaria a ser mais cuidadosa com o que diz e pensa. Estudos atuais de física quântica, ou de partículas, começam a validar conhecimentos antigos que foram desprezados como fantasias religiosas e charlatanices.
DNA, linguagem e a pesquisa russa
O texto cita investigações científicas realizadas na Rússia que indicam ser possível alterar e reprogramar o DNA por meio de palavras e frequências, sem fragmentar ou substituir genes individuais. Apenas 10% do DNA humano destina-se a orientar a produção de proteínas, e os pesquisadores ocidentais estudam essa pequena porcentagem. Os 90% restantes são considerados “sucata genética”; cientistas russos, convencidos de que a natureza não produz inutilidades, reuniram linguistas e geneticistas para explorar essa parte do código genético. O DNA, segundo o artigo, não somente configura o corpo, mas serve como arquivo de informações intercambiáveis em toda a escala biológica.
Os linguistas russos descobriram que o código genético, especialmente os 90% de genes de função não conhecida, se organiza segundo as mesmas regras das linguagens humanas. Os elementos alcalinos dos genes teriam gramática e regras semelhantes a um idioma, com sintaxe — a forma de combinar palavras para formar frases e orações — e semântica, ou significados. As línguas humanas, segundo o artigo, não se formaram ao acaso em suas estruturas fundamentais; seriam um reflexo da linguagem do DNA, que pode ser afetado pela influência da linguagem.
O biofísico e biólogo molecular russo Pjotr Garjanev e outros cientistas pesquisaram o comportamento vibratório do DNA. A conclusão é apresentada na seguinte citação:
“Os cromossomas vivos funcionam como computadores solitonicos-holográficos [sensíveis receptores e retransmissores de ondas vibratórias muito sutis] usando radiação laser do DNA endógeno. Isso significa que alguém pode, de fato, usar palavras como as orações, o falar e o pensar [porque pensamento também produz emissão de energia vibratória], para a reprogramação do próprio DNA e do DNA de terceiros.”
Garjanev explicou a forma como os 90% do código genético armazenam informações por meio de uma analogia: uma biblioteca que, em vez de arquivar livros, guarda todos os caracteres necessários de todos os alfabetos utilizados no acervo. Quando uma informação é solicitada, os caracteres se reúnem e apresentam o livro, páginas ou trechos pedidos. Essa hipótese abre a possibilidade de que a verdadeira biblioteca esteja fora do corpo, em algum campo ontológico desconhecido do cosmos, com o DNA se comunicando permanentemente com esse reservatório universal de conhecimento.

Alfabeto hebraico, geometria e vibração
Os pesquisadores Dan Winter, Fred Wolf e Carlos Suarez desenvolveram um programa de computação para estudar as ondas sinusoidais emitidas pelo coração durante provocações emocionais. Em certa fase dos experimentos, usando um espectrograma, analisaram as vibrações da língua hebraica e descobriram que os pictogramas e símbolos do alfabeto hebraico correspondem exatamente à figura formada pela longitude de onda do som de cada palavra. Também constataram que esses símbolos são representações de figuras geométricas.
No alfabeto hebraico, os 22 símbolos, ou letras, são descritos como os 22 nomes próprios originalmente usados para designar diferentes estados e estruturas de uma única energia cósmica sagrada, essência e matriz de tudo o que existe. O Livro do Gênesis foi escrito nessa língua, e as letras dos antigos alfabetos são formas estruturadas de energia vibracional que projetam forças da estrutura geométrica da Criação. Com as palavras, a linguagem, é possível tanto criar quanto destruir. O ser humano empresta poder aos símbolos, palavras e tonalidades quando soma a energia da intenção pessoal, tornando os homens responsáveis por processos criacionais e destrutivos da vida.
Silêncio, chakras e consciência coletiva
O artigo afirma que, se a palavra pode interferir na programação do DNA, o domínio dessa técnica poderia representar um avanço sem precedentes na medicina, eliminando procedimentos invasivos de exames, terapias e curas. A saúde poderia ser conservada indefinidamente com o controle absoluto de pensamentos, sentimentos, emoções, sensações e palavras. O texto observa que métodos de controle da mente e das emoções das massas pelo sistema impedem que esse potencial humano seja desenvolvido.
O silêncio é apontado como prática comum em templos meditativos, principalmente no oriente. Pitágoras, que viveu entre 570 e 496 a.C., impunha períodos de silêncio aos discípulos. O Vishuddha Chakra, o quinto chakra, localizado na garganta, o Lótus com 17 pétalas, é associado à fala, à expressão da vontade e ao poder criador por meio do som, expressão do verbo divino criativo na espécie humana. Com isso, seria possível curar não somente pessoas, mas o planeta inteiro.
A tradição esotérica, segundo o artigo, afirma haver na natureza um campo de registro, trânsito e armazenamento de informações conhecido como Akasha, em escalas do comunitário ao cósmico. Todos os organismos estariam conectados a uma consciência e memória coletiva, ideia junguiana com raízes em filosofias arcanas. Associações, institutos, congregações e igrejas pregam o trabalho com mentalizações e locuções de forma sincrônica, sem apelo a entidades não-humanas, para obter efeitos que transcendem a fenomenologia ordinária. Em rituais coletivos, os homens poderiam produzir os prodígios dos santos, como controlar o vento e a chuva, curar o cego e o coxo e curar a si mesmos. O texto encerra com a palavra “Meditemos…”.
O que se sabe até agora
- O artigo afirma que 90% do DNA humano, considerado “sucata genética”, foi alvo de um estudo sem precedentes feito por cientistas russos com linguistas e geneticistas.
- Os pesquisadores russos concluíram que o código genético se organiza segundo regras de linguagem, com sintaxe e semântica, e que palavras e frequências podem reprogramar o DNA sem fragmentar genes.
- O biofísico Pjotr Garjanev descreveu os cromossomas vivos como “computadores solitonicos-holográficos” que usam radiação laser do DNA endógeno, permitindo reprogramação própria e de terceiros por palavras e pensamento.
- Dan Winter, Fred Wolf e Carlos Suarez encontraram correspondência entre os pictogramas do alfabeto hebraico e as formas de onda sonora, com símbolos que representam figuras geométricas e estados de energia.
- O texto relaciona o poder da palavra ao Vishuddha Chakra, ao silêncio praticado por Pitágoras e à tradição de um campo Akasha de memória coletiva, com possíveis efeitos de cura sobre pessoas e o planeta.